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Reações após a exibição no  Festival de Gramado


Com uma história pronta para o mercado internacional e praticamente perfeito tecnicamente, “Corpos Celestes”, dirigido por Marcos Jorge e Fernando Severo, recebeu aplausos calorosos...
...é impossível não dar os parabéns a Jorge e Severo. O roteiro diferente, talvez sem paralelo em nosso audiovisual pela temática, mostra que os realizadores brasileiros estão, enfim, abrindo seu leque de opções e apostando em histórias novas, cujo apelo universal e excelência na produção tem tudo para conquistar plateias além fronteira.

Marco Tomazzoni - ultimosegundo.ig.com.br


Vou antecipar o que premiaria, se fosse jurado: melhor longa nacional, ‘Canção de Baal’, de Helena Ignez, e de resto tentaria concentrar o maior número de prêmios em “Corpos Celestes”, de Marcos Jorge e Fernando Severo.

Luiz Carlos Merten - O Estado de São Paulo


O prólogo da obra, os primeiros 40 minutos, é de uma beleza ímpar.
Corpos Celestes consegue manter um ritmo interessante e merece ser conferido.

Paulo Ricardo Kralik Angelini  - Argumento.net


A história tem como protagonista um astrônomo (Dalton Vigh) e seu distanciamento afetivo – só rompido pela figura anárquica de uma divertida garota de programa (Carolina Holanda). Essa oposição entre o controle da ciência e o rigor da mecânica celeste e a imponderabilidade dos sentimentos e dos acasos que determinam a própria vida está na alma do enredo – que caminha com as próprias pernas e, apesar de algumas incertezas aqui e ali, se sustenta num filme íntegro e original. Corpos Celestes não é nada comum na cinematografia brasileira recente. Aqui se procura algum caminho.

Neusa Barbosa - Cineweb


...destacam-se as atuações de ambos os atores que encarnam o protagonista Francisco, principalmente o ator mirim Rodrigo Cornelsen – filmado intimamente, ele estabelece uma belíssima relação com a câmera, que transparece em pura poesia -, além da estreante Carolina Holanda, que escolhida dentre mais de cem atrizes que fizeram o teste – mostra muita presença de tela.

Angélica Bito - Yahoo! Cinema


A exibição do ótimo Corpos Celestes, dos diretores Marcos Jorge e Fernando Severo, marcou na noite desta sexta-feira o “fim” do Festival de Gramado 2009.
...a sessão de Corpos Celestes foi certamente a mais disputada. Muitos tiveram que ficar em pé durante os 90 minutos da película. Foi, porém, um esforço que valeu a pena. Calcado em uma intrigante intersecção entre o cinema e a astronomia, o longa nos mostra uma simpática e catártica história de amor e obstinação, em todos os sentidos. É, sobretudo, um daqueles filmes nos quais o espectador se flagra torcendo pelo personagem principal.

Cine Aforismo


Corpos Celestes é um filme que tenta mostrar como o homem se preocupa com toda a grandiosidade do universo, mas muitas vezes não volta os olhos para seu interior em busca de seus próprios sentimentos. O filme que fecha a exibição da mostra competitiva em Gramado ao final foi aplaudido calorosamente.

João Daniel  Donadeli - Arte Sete


As veredas de prazer, mágoa e incerteza que conduzem o astrônomo Francisco (Dalton Vigh) a vedar os diques mais doloridos de sua subjetividade levaram muitos olhos pela estrada do pranto na exibição do filme... Vale ressaltar que sua beleza vem da química na relação de coautoria entre Jorge e Severo, que compartilharam visões sobre narrativas audiovisuais na feitura de uma reflexão sobre as represas que construímos para impedir o jorro da saudade e da dor.
Severo e Jorge evitam a obviedade na construção dos planos, criando uma sensação de mistério e incerteza que pode conduzir a trama por eixos inesperados. Embora a imagem tenha por vocação despir as vestes morais dos inocentes, a recriação da década de 1970 a partir de um olhar infantil rende passagens de um lirismo comovente, característico do cinema italiano dos anos 1960 e 1970, do qual Jorge é estudioso. (...) Essa competência justificaria um prêmio de direção para uma dupla azeitada e sintonizada com os riscos da emoção que ensaios melodramáticos oferecem.

Rodrigo Fonseca, O Globo


O pequeno Rodrigo Cornelsen fez uma interpretação madura e comovente em “Corpos Celestes”, de Marcos Jorge e Fernando Severo. Na pele do protagonista Francisco (Dalton Vigh) na infância, Rodrigo faz rir e chorar como o menino apaixonado por astronomia.

Dolores Orosco - Globo.com


A película é uma mescla de estilos: alegoria e realismo são as vertentes escolhidas pelos diretores na confecção desta obra. O prólogo, que é a parte mais bacana do filme, encanta a plateia a partir do magnetismo, carisma e excelente interpretação de Rodrigo Cornelsen, que vive Francisco em criança, mais adiante interpretado por Dalton Vigh.

Marcelo Brody - Argumento.net


É um filme, portanto, que nos desafia a descobri-lo, que pede um carinho especial, uma generosidade que muito poucas vezes o cinema de ficção clássico do Brasil hoje tem demandado com propriedade do espectador. Ele desafia essa rotulação logo de cara quando cria um longuíssimo momento de introdução – há um grande desapego pela idéia de precisão narrativa, de objetividade, o que interessa é a completude de uma expressão que se desvencilha de seus modelos. Trata-se – e isso se torna muito claro ao longo da projeção – de um filme anti-objetivo...

João Toledo - Filmes Polvo


Atrevido, Corpos Celestes devolve a um tipo de cinema popular brasileiro o passivo da inconseqüência, uma screwball comedy existencial em que o pastelão é substituído pelo verbo, a gag só existe pelo corte, e o palco não é mais o teatro de revista, os estúdios da Atlântida ou (Deus nos livre) a Zona Sul carioca, mas pura e simplesmente o universo inteiro.
E que este também seja o filme brasileiro que melhor soube lidar com os efeitos especiais só contribui para que o final seja ainda mais impressionante: na falta de redenção, de paz interior e acerto com o passado, na impossibilidade da mudança, que esta gente pelo menos tenha o direito de habitar o lugar por elas escolhido. A imensidão do mundo está presente até na menor de suas partículas, no pedaço de vidro quebrado de um velho telescópio. Zoom-out no universo, ali onde sentimos um prazer genuíno em sermos desimportantes, eis a idéia de inferno pessoal que Corpos Celestes tem a nos dar. E é um inferno lindo.

Rodrigo de Oliveira - Revista Cinética